iPhone, my two cents in

Apr 20, 2009 by admin    2 Comments    Posted under: Comunicação Digital, Design


Para 96% das pessoas que me circundam, eu sou uma macmaníaca. Longe de concordar com todos eles, assumo que tenho uma simpatia acima da média pela gangue do Steve Jobs.

Pudera: alguém que dedica seu tempo a tornar a tecnologia mais palpável, acessível e humana, ainda que a um custo quase exorbitante, merece algum crédito da parte de quem acredita que artefatos tecnológicos são tão humanos quanto pizza e que deveriam ser tão simples de operar como uma furadeira. Se bem que eu não sei mexer em furadeiras. Mas ok.

Minha história com Macs começou em 96, quando estagiei em um escritório de arquitetura mac-based. Nem todos tinham computador (pausa dramática), boa parte dos estagiários desenhavam a lápis e nanquim (momento de autopiedade). Os computadores eram todos macintoshes, com interfaces fofas, “intuitivas” e programas desconhecidos da maioria de nós, PCzeiros. Aos poucos, ganhei traquejo com o bichinho. O primeiro micro que comprei com meu dinheiro foi um Performa, adquirido no Extra da avenida Kennedy em Curitiba. Poucos computadores me deram alegria similar.

Três anos depois, abandonei a plataforma Mac e adotei os PCs por questões de investimento e expansibilidade. Em uma viagem ao Chuí, me encantei por um iPod Classic de 160 Gb. Um ano depois, um Macbook branquinho (e lindo) veio morar comigo. O movimento mais previsível seria eu comprar um iPhone e me bandear de vez pro lado maçã da força.

Foram alguns meses e muitos ensaios até eu tomar coragem e comprar o dito cujo. Duas semanas depois, não consigo me separar dele. Meio mundo me pergunta sobre as funcionalidades e questiona o hype excessivo (tem hype não excessivo?). Aqui vão algumas considerações:

  1. Sim, a interface é fantástica. Muito fácil de usar, mas confesso que alguns movimentos são tão intuitivos que meus parcos neurônios não os conseguem antecipar.
  2. Não, não é tão personalizável. A abundância de ícones na interface faz com que wallpaper seja algo que só mora na página de espera (a saber, Bambi e Tambor, no meu). Você pode trocar ícones de lugar e mais um ou dois truques. Mas nada muito além disso.
  3. Ringtones. Desista de qualquer coisa que não seja Audiko. Coloque via iTunes, sincronizado (não-manual) e seja feliz.  Como o Audiko é um aplicativo 2.0, há milhares de trechos de músicas subidos pelos usuários. Adorei o “peão da casa própria” (Sílvio Santos).
  4. Apps são tudo. E há apps para satisfazer qualquer desejo humano. Apps para brincar com bolinhas, para acompanhar dieta, fazer (de conta que faz) yoga, aprender espanhol e até um app vibrador massageador (leia os reviews e decida por você mesmo). A maioria das apps pagas custam alguns poucos dólares, e até mesmo centavos. Meus destaques são a insuperável MidoMi (programada pelo próprio capeta) e o I-Ching (“there will be evil in the eigth month”, impressive)(mas ele disse que, se eu for leal, tudo vai dar certo. Claro).

2 Comments + Add Comment

  • Vaca, qual foi o critério pra chegar aos 96%????

  • Ah, não conto :P

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Oi

Mel Lesnovski é arquiteta não-praticante e sócia da Aldeia.biz.

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